

Manifesto pela Arte de Rua e pelos Artesãos do Brasil
A perseguição aos artistas de rua não é de hoje. Ela acompanha toda a nossa história. Desde os trovadores que cruzavam a Europa levando poesia, até os músicos, brincantes e viajantes que hoje atravessam cidades com seus instrumentos, a arte de rua sempre foi ponte, encontro, respiro. Mas não são só os artistas de rua. Os artesãos do Brasil — do barro, da palha, da madeira, do couro, do tecido, da fibra, da cerâmica, da renda, da marionete, do boneco, do bordado — também carre


Le Bereguedê — Hoje no Café Jean
Hoje o Café Jean recebe dois parceiros de estrada e de raiz: Júnior Natureza e Cacau Moutinho. Dois nordestinos arretados: um paraibano e um baiano, dois cabras danados no ritmo e na pegada. Eu chego com minha guitarra — essa companheira que carrega o vento, o sal e a memória do meu Nordeste. Cacau chega com sua força de percussionista, acordeonista e professor de dança aqui em Lille, trazendo aquele balanço que acorda qualquer corpo. O material já tá pronto, a guitarra afina


“A Marionete que Toca Caixa”
Hoje o ateliê virou floresta, virou fábrica de sonhos, virou batucada. Terminei uma marionete de três metros, enorme, viva, pulsante — e o mais bonito é que ela toca caixa comigo. Amanhã é o Carnaval do Faubourg de Béthune, e hoje estamos nos últimos preparativos com a Cie Tartatruffe. O ateliê está cheio de vida: dragão, boi, , máscaras, guarda-chuvas de carnaval, camisas pintadas pelas crianças… Cada peça carrega uma história, uma mão pequena, uma imaginação que não tem lim


Golfinho do Capitão — uma viagem que virou música
Eu sempre fui apaixonado pelo Norte do Brasil, mesmo antes de conhecer de verdade. Já tinha passado por Belém do Pará anos atrás, onde fiz show, dei entrevista em rádio, toquei com músicos locais e até saí nos jornais. Foi uma experiência linda, mas rápida. O Amazonas, Manaus, Santarém, os ribeirinhos e as tribos indígenas… isso eu só fui conhecer agora, nas minhas férias, quando viajei até Caiena, nas Guianas Francesas, e atravessei o rio Oiapoque de barco. Foi nessa viagem


Meu novo começo na música
Esse no triangulo sou eu - Júnior Natureza Essa é Fanfarra Voa voa do Rodrigo Machevisky tocando Sanfona, aqui eu todo Triângulo e Ganzá e faço back vocal. No Zabumba esta o Cacau Moutinho que também tem o seu projeto a volante e eu toco Triangulo e faço back vocal para ele também. no Sax o Jessy Blondeel, e na Tuba Thom K Eu sempre quis fazer muito mais músicas. Compor, para mim, é natural — as ideias chegam, os ritmos aparecem, e quando dou play no que gravei… eu vibro. Sim


Entre Cabedelo e a Sanfona Perdida
Na minha jornada musical, carrego lembranças que moldaram quem sou. Uma delas vem da minha infância, quando eu morava com minha avó, Maria de Queiroz Marinho — conhecida por todos como Mimosa. Uma mulher trabalhadora, funcionária dos Correios e Telégrafos na cidade de Cabedelo, na Paraíba. Foi ali, na casa dela, que meus primeiros sons começaram a nascer. Na sala havia um instrumento com teclas: uma sanfona. Até hoje não sei como ela foi parar ali, já que não havia sanfoneiro
Frutos
“Frutos” é uma música que nasce do olhar sensível de Júnior Natureza para a natureza, para a infância e para a riqueza simples do Nordeste. Ela fala das frutas, dos sabores que carregam memórias, da cultura do nosso povo e da poesia escondida nas pequenas coisas do planeta. Porque é degustando que a gente aprende: o nome da fruta está ligado ao sabor, e o sabor desperta lembranças, faz salivar, faz sonhar, faz voltar para casa. No universo de “Frutos”, tudo tem vida: a form
Forró Espalha
“Forró Espalha” é uma composição de Júnior Natureza em parceria com Tatai dos Aimorés, amigo e parceiro musical que hoje reside na França. Essa união entre Nordeste e Europa já simboliza o próprio caminho do forró: um ritmo que nasceu no sertão, mas que hoje dança o mundo inteiro. A música nasce do desejo de incentivar e celebrar o forró como movimento cultural vivo, pulsante e internacional. O forró atravessou fronteiras, ganhou escolas de dança, festivais, professores ded
Xote do Cangaço
“Xote do Cangaço” é uma música criada por Júnior Natureza, um admirador profundo dos contos nordestinos, da criatividade dos poetas populares e das histórias reais que moldaram o imaginário do Nordeste. Entre essas histórias, a figura de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, ocupa um lugar especial. Conhecido em toda a região, ele representa um capítulo marcante da cultura nordestina — um personagem complexo, envolvido em conflitos, resistência, família e afetos. Nesta músi


Sou teu amor
“Sou Teu Amor” retrata a paixão adolescente em seu estado mais puro — aquele amor tão intenso que o coração começa a confundir a mente. É o sentimento que toma conta do corpo inteiro, que faz o coração agir como cérebro e o cérebro sentir como coração. Quando distante da pessoa amada, tudo dói um pouco mais: a saudade aperta, o pensamento se perde, e o coração parece assumir o comando, guiado apenas pelo laço da paixão. É uma entrega bonita, verdadeira, mas também difícil de





