Golfinho do Capitão — uma viagem que virou música
18 de mai.
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Eu sempre fui apaixonado pelo Norte do Brasil, mesmo antes de conhecer de verdade. Já tinha passado por Belém do Pará anos atrás, onde fiz show, dei entrevista em rádio, toquei com músicos locais e até saí nos jornais. Foi uma experiência linda, mas rápida.
O Amazonas, Manaus, Santarém, os ribeirinhos e as tribos indígenas… isso eu só fui conhecer agora, nas minhas férias, quando viajei até Caiena, nas Guianas Francesas, e atravessei o rio Oiapoque de barco.
Foi nessa viagem que tudo aconteceu.
Em pleno rio Amazonas, embarquei num navio chamado Golfinho. Aquele barco tinha vida própria: superlotado, cheio de histórias, cheio de gente, cheio de alma. O capitão era uma figura, e cada detalhe daquela travessia parecia pedir para virar música. A gente levou tudo na esportiva, riu da situação, conversou com quem estava ali, sentiu o rio correndo por baixo da gente. E eu pensei: “Esse Golfinho merece uma música.” Foi ali, no meio da água, no coração do Amazonas, que essa canção começou a nascer.
Em breve, “Golfinho do Capitão” estará nas plataformas.
E eu deixo aqui, no meu canto mais íntimo, o primeiro registro dessa história que o rio me deu.
Junior Natureza

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