Vida inquieta

Um homem caminha.
Um pensador desperta.
E a vida, inquieta, se dobra e se desdobra
como um lençol de vento sobre o mar.
Tudo nele se mistura
o acreditar, o duvidar, o renascer
uma avalanche de descoberta
que desce pela montanha secreta do ser.
O caminho à frente é desconhecido,
mas já vivo imaginado, como se a alma desenhasse mapas
que o corpo ainda não percorreu.
Eu vejo a transformação do meu ser. Aceito.
Mas dentro de mim, vozes antigas tentando decidir quem conduz a noite.
Não sei quem são os administradores, nem se existe hierarquia no pensar.
Só sei que algo em mim se move, se abre, se parte, se refaz
e sigo, inteiro
no que resta,
no que nasce.

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